Certamente você já assistiu a inúmeros filmes de romance aonde o personagem principal se apaixona e não é correspondido. Nessa jornada temos a melhor amiga que sabe de todas as coisas que a personagem vai fazer e tenta aconselhá-la sempre que possível, e o melhor amigo que tenta fazer o mesmo, a diferença é que esse amigo na realidade pode, ou não, ser o verdadeiro amor do personagem principal.
Estava agora pouco participando de uma conversa referente ao assunto, o clichê "a vida imita a arte" ou vice e versa. Nela a mulher conta que ontem se deu conta que superou um amor antigo de dez anos. Um amor que não chegou a ser amor de namorado, é tipo aquele amor platônico, aquele amor que você faz de tudo pela pessoa até que ela te note e faça alguma coisa, mas como mencionado no começo, existem os melhores amigos que tentam mostrar que aquilo não está legal. A mulher contou com tanta alegria, e talvez alívio por ter superado aquele amor de dez anos que só pude perceber uma coisa muito importante, mas em mim. Ou tenho um sério problemas de memória, e eu sou eternamente grata por isso, ou até hoje não tive nenhuma paixão que durasse tanto tempo assim. DEZ ANOS. Caramba.
18 de Janeiro de 2019
Antes mesmo de publicar esse post, sim ele ficou "Na geladeira" por tanto tempo, tempo suficiente pra que eu pudesse me encontrar nessa situação: uma paixão que duram dez anos. Desses dez anos acredito que tive mais o sentimento da minha parte, não posso afirmar com certeza de que em algum momento foi recíproco, seria doentio? Qual é o tempo limite pra deixar que o passado permaneça no passado?
Confiei, me apeguei à ideia de que por ele ser meu amigo de longa data seria maravilhoso se algo a mais surgisse. A questão é que esse algo a mais nunca existiu, sempre compartilhei da minha vida amorosa e fiquei ciente da dele. Isso não dói? Por que temos essa necessidade de mascarar sentimentos, aceitar migalhas e acreditar numa coisa que talvez não seja pra ser vivida?
Essa reflexão não é pra causar ódio ou revolta, é simplesmente pra acordar, cair na real que exigir reciprocidade de tal sentimento é triste, e nos faz ficar parado no mesmo lugar, pelo menos emocionalmente.
Minha busca atual é a liberdade, mas por onde começar? Libertando esse sentimento antigo seria um começo? Quem sabe?! Talvez só o tempo mesmo, ironicamente.
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